Após assistir a tragédia da menina Eloá, me ponho a pensar na importância de se dizer NÃO aos nossos filhos. A educação moderna fez com que os pais criassem medo de negar qualquer coisa aos seus filhos e o resultado é essa barbárie juvenil que assistimos agora. Os jovens não estão sabendo conviver com a palavra NÃO. Quando alguém lhes nega algo, perdem a compostura, a ética, a decência. Não sabem aceitar o fim de um namoro, matam por isso... Será que esse rapaz sabia escutar um NÃO? Será que todas as suas vontades eram feitas, assim, sem pestanejar?
Quando vejo uma criança exigir algo de seus pais e estes cederem facilmente, coisas absurdas muitas vezes, fico arrepiada. É preciso dizer NÃO, sem medo, sem constrangimento, é preciso ensinar essa geração que nem sempre é possível que aconteça o que queremos, que a vida é assim mesmo... Meu Deus, onde iremos parar com tudo isso?
Não temos o direito de negar o sofrimento aos nossos filhos, o sofrimento sadio, (se é assim que muitos preferem ver ensinar o que é correto)só faz crescer. Quem não aprendeu após uma derrota? Quem não cresceu após muita dor? Quem não amadureceu após um sofrimento? Não neguemos isso aos nossos filhos, pelo amor de Deus! Quando negamos isso, a vida devolve algo muito pior e que com certeza, nem todo o dinheiro do mundo poderá comprar o estrago que estará feito...
Peço aos pais, aos educadores, aos familiares, ensinem com amor, mas com decência, ensinem com o NÃO, neguem sem medo, neguem com a firmeza, com a segurança de quem sabe o que está fazendo. Não sejam coniventes com os erros, pois a vida, infelizmente, não nos passa a mão na cabeça. Ela bate, e bate doído. Não queria estar na pele de nenhuma dessas três mães.
Que Deus abençoe a todos...
sábado, outubro 18, 2008
quarta-feira, outubro 01, 2008
5 anos da Lulu
sexta-feira, agosto 29, 2008
Mudanças, mudanças, mudanças...
Mudanças... por que elas me dão arrepios? Me deixam um pouco insegura, embora eu goste e muito de tudo o que está acontecendo em minha vida, estou um pouco assustada. Parece que a gente se acostuma tanto a levar bordoada, que quando acontecem coisas boas a gente fica meio perdido, sei lá, com medo... Medo da felicidade... Pode uma coisa dessas? Eu hein... Sai desse corpo que ele não te pertence!!! Rsrsrsrsrs.
quarta-feira, agosto 27, 2008
Coisa irritante!!!
Não consigo me conformar com certas coisas que vejo. Me causam náuseas e eu passo até mal. Não consigo conceber a idéia de ver crianças mandando em adultos. Pequenos ditadores em seus baixos tronos dizendo o querem e o que não querem. O que os pais devem ou não fazer. O que é isso?! Entendo que a criança deve ter liberdade de expressão, mas ela TAMBÉM precisa de LIMITE!!! Os pais parecem não enxergar algo que é tão óbvio, e isso me deixa profundamente irritada. Vejo crianças usando de artifícios para conseguirem o que querem e os pais sem saberem se impor. Tenho uma filha de 5 anos, também em alguns momentos acabo cedendo, mas procuro ser o mais correta possível e deixo ela perceber quando chegamos ao limite e dali não se passa mais... Mas hoje, o que acontece??? Os pais com medo de darem a educação que receberam acabaram deixando as coisas de um jeito que está ficando cada vez mais intolerável. Será que nossa educação foi mesmo tão ruim? Será que não dá pra mesclar um pouco de cada coisa e criarmos criaturas pensantes, mas pelo amor de Deus, QUE TENHAM EDUCAÇÃO!!! Ou isso acontece, ou eu desisto da Educação, porque está cada dia mais difícil...
quarta-feira, agosto 06, 2008
Voltando ao trabalho
Pois é, voltei a trabalhar e da lista de coisas a fazer nas férias, não fiz quase nada. Como eu já havia previsto, rsrsrsrs... Bem, mas descansei. Apenas acho que poderia ter curtido mais... Mas tudo bem, para isso existem os finais de semana!!!
domingo, julho 13, 2008
sexta-feira, julho 11, 2008
Zoológico
Levei minha pequena ao zoológico, ela amou. Ficou o tempo todo com um "napa" do zoológico na mão conferindo cada animal e caminho visto. É muito divertido acompanhar seu crescimento, é prazeroso demais. E aí as pessoas perguntam se eu quero ter outro filho e ainda me olham com cara de quem pensa "que mulher louca", pois a resposta é SIM!!! Quero, quero muitoooooooooo! Ser mãe é lindo demais!!!
sexta-feira, junho 27, 2008
Tô de férias
Finalmente estou de férias!!! Sim, vou relaxar, vou dormir, vou comer e engordar, vou limpar minha casa, vou fazer um check-up, vou passear com minha filha, vou fazer comida pro meu marido, vou assistir filme e chorar com eles, rir com eles, sentir medo e levar sustos (adoro suspense...), vou modificar a minha casa, fazer uma cortina pro quarto da Lu, fazer borders nas paredes, revelar e tirar muitas fotos (digo revelar porque ainda tenho alguns filmes antigos, encontrei esses dias...) e principalmente, não vou fazer NADA e no final das férias vou perceber que não fiz quase nada daquilo que me propus a fazer... Porque férias é isso também!!!
PS: Ontem à noite perdi o sono, mas ganhei algo muito importante: a idéia para o livro que pretendo escrever (pretendo começá-lo agora nas férias).
quinta-feira, junho 26, 2008
Mais (ou menos) uma amiga...
Hoje, em meio a uma festa de confraternização, enquanto uns riam, mais uma amiga ia embora. Mais uma demissão... Saudade, pessoa bacana, saiu chorando... Tem gente que parece ser feliz com a infelicidade alheia. Que saco!!!
Amanda, coisas melhores virão, com certeza.
Coisa boa: vou ganhar novos vizinhos, um casal super bacana: Pedro e Larissa. Sejam bem vindos!
Amanda, coisas melhores virão, com certeza.
Coisa boa: vou ganhar novos vizinhos, um casal super bacana: Pedro e Larissa. Sejam bem vindos!
Mais um filme

Assisti ontem à noite: "O caçador de pipas". Lindo, puro, objetivo e duro como a vida às vezes é. Nele não existe um mocinho, e sim um ser humano como todos nós, cheio de defeitos e tentando consertar erros do passado (quem não os cometeu?). Achei o filme de uma sensibilidade tão grande, que me aguçou ainda mais a curiosidade de ler o livro (estou com ele desde janeiro e até agora não li... mas a férias estão chegando). Fiquei admirada em ver como aquele povo, que agora só enxergamos como terroristas, são pessoas de ombridade, palavra dada e ponto final. É claro que devem haver exceções, mas achei muito lindo esse lado mostrado, bem como foi mostrado o outro lado... Enfim, vale a pena assistir!
terça-feira, junho 24, 2008
Ritmo de férias
Aff... tô numa preguiça doida... Essa chuvinha gostosa... Uma vontade de ficar em casa, fazer um bolinho de fubá e engordar feito uma porca, rsrsrsrsrs... Falta pouco, bem pouco!!! Ai que delíciaaaaaaaaaaaaaa!!!
domingo, junho 22, 2008
Felicidade
Felicidade é ver quem a gente ama feliz! É um almoço em família, é ter vizinhos pra lá de legais.
Felicidade é fazer uma puta festa sem um tostão no bolso, porque todo mundo colaborou.
Felicidade é rever pessoas que há muito não se via e perceber que você ainda curte demais elas.
Felicidade é bater papo até altas horas da madrugada, é sair toda noite pra caminhar e falar bobagem até cansar.
Felicidade é ver filha e marido dançando: "Let me sing" lá na sala, como dois malucos, e ainda ouvir a vozinha dela arranhando um inglês bem infantil.
Felicidade é ter uma família linda, pessoas que eu amo e que me amam realmente.
Felicidade é isso, simplicidade...
E você? O que te faz feliz? Rsrsrs
Felicidade é fazer uma puta festa sem um tostão no bolso, porque todo mundo colaborou.
Felicidade é rever pessoas que há muito não se via e perceber que você ainda curte demais elas.
Felicidade é bater papo até altas horas da madrugada, é sair toda noite pra caminhar e falar bobagem até cansar.
Felicidade é ver filha e marido dançando: "Let me sing" lá na sala, como dois malucos, e ainda ouvir a vozinha dela arranhando um inglês bem infantil.
Felicidade é ter uma família linda, pessoas que eu amo e que me amam realmente.
Felicidade é isso, simplicidade...
E você? O que te faz feliz? Rsrsrs
sábado, junho 14, 2008
Sobre ser feliz...
É tão simples, mas as pessoas parecem procurar o caminho mais longo e complicado...
Tenho percebido que não devo modificar meu jeito de ser para agradar ou desagradar quem quer que seja. Não vale a pena. As frases pensadas, as respostas prontas...
Tenho percebido que não adianta esperar do próximo aquilo que eu mesma posso fazer por mim, ser feliz, ver minha filha dançar vestidinha de caipira, participar de coisas boas em sua vida, em minha vida, em nossas vidas. Porque elas são nossas e de mais ninguém. E com tudo isso, é prazeroso chegar ao final do dia, feliz, porque eu sou feliz, dentro das limitações que a vida nos proporciona, eu sou realmente muito feliz...
E quando algo de ruim tiver que ser engolido por mim, aprendi uma frase com a minha prima que diz mais ou menos o seguinte: aquilo que a gente engole de ruim, será triturado e digerido pelo organismo e sairá, sabe como? Em forma de excremento... merda mesmo... Pois é, agora sempre que eu tiver que engolir algo de ruim vindo de alguém, lembrarei disso... E com certeza irei rir bastante comigo mesma...
Tenho percebido que não devo modificar meu jeito de ser para agradar ou desagradar quem quer que seja. Não vale a pena. As frases pensadas, as respostas prontas...
Tenho percebido que não adianta esperar do próximo aquilo que eu mesma posso fazer por mim, ser feliz, ver minha filha dançar vestidinha de caipira, participar de coisas boas em sua vida, em minha vida, em nossas vidas. Porque elas são nossas e de mais ninguém. E com tudo isso, é prazeroso chegar ao final do dia, feliz, porque eu sou feliz, dentro das limitações que a vida nos proporciona, eu sou realmente muito feliz...
E quando algo de ruim tiver que ser engolido por mim, aprendi uma frase com a minha prima que diz mais ou menos o seguinte: aquilo que a gente engole de ruim, será triturado e digerido pelo organismo e sairá, sabe como? Em forma de excremento... merda mesmo... Pois é, agora sempre que eu tiver que engolir algo de ruim vindo de alguém, lembrarei disso... E com certeza irei rir bastante comigo mesma...
domingo, junho 08, 2008
Festa de posse do Delson - Rotary
domingo, abril 13, 2008
Cavadinha
Recebi por e-mail.
'Tenta sim. Vai ficar lindo.'
Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve.
Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecoló gica-estética.
- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
- Vai depilar o quê?
- Virilha.
- Normal ou cavada?
Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito. - Cavada mesmo.
- Amanhã, às... Deixa eu ver...13h?
- Ok. Marcado.
Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.
- Querida, pode deitar.
Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.
- Quer bem cavada?
- .é... é, isso.
Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.
- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.
- Ah, sim, claro. Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei.
De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma esp átula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).
- Pode abrir as pernas.
- Assim?
- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.
- Arreganhada, né? Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha Virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar. Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural. Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.
- Tudo ótimo. E você?
Ela riu de novo como quem pensa 'que garota estranha'. Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes.
O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.
- Quer que tire dos lábios?
- Não, eu quero só virilha, bigode não.
- Não, querida, os lábios dela aqui ó.
Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios ? Putz, que idéia.
Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.
- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor. Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail. - Olha, tá ficando linda essa depilação.
- Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto. Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. 'Me leva daqui, Deus, me teletransporta'. Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.
- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?
- Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada. Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.
- Vamos ficar de lado agora?
- Hein?
- Deitar de lado pra fazer a parte cavada. Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.
- Segura sua bunda aqui?
- Hein?
- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda. Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:
- Tudo bem, Pê?
- Sim... sonhei de novo com o cu de uma cliente. Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá? Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.
- Vira agora do outro lado. Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.
- Penélope, empresta um chumaço de algodão? Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem? Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.
- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.
- Máquina de quê?!
- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.
- Dói?
- Dói nada.
- Tá, passa essa merda...
- Baixa a calcinha, por favor. Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.
- Prontinha. Posso passar um talco?
- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.
- Tá linda! Pode namorar muito agora.
Namorar...namorar. .. eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada. Queria comprar o domínio www.preserveasvaginaspeludas.com.br Filha da puta foi a mulher que inventou a 'cavadinha'
'Tenta sim. Vai ficar lindo.'
Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve.
Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecoló gica-estética.
- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
- Vai depilar o quê?
- Virilha.
- Normal ou cavada?
Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito. - Cavada mesmo.
- Amanhã, às... Deixa eu ver...13h?
- Ok. Marcado.
Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.
- Querida, pode deitar.
Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.
- Quer bem cavada?
- .é... é, isso.
Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.
- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.
- Ah, sim, claro. Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei.
De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma esp átula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).
- Pode abrir as pernas.
- Assim?
- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.
- Arreganhada, né? Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha Virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar. Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural. Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.
- Tudo ótimo. E você?
Ela riu de novo como quem pensa 'que garota estranha'. Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes.
O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.
- Quer que tire dos lábios?
- Não, eu quero só virilha, bigode não.
- Não, querida, os lábios dela aqui ó.
Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios ? Putz, que idéia.
Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.
- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor. Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail. - Olha, tá ficando linda essa depilação.
- Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto. Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. 'Me leva daqui, Deus, me teletransporta'. Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.
- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?
- Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada. Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.
- Vamos ficar de lado agora?
- Hein?
- Deitar de lado pra fazer a parte cavada. Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.
- Segura sua bunda aqui?
- Hein?
- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda. Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:
- Tudo bem, Pê?
- Sim... sonhei de novo com o cu de uma cliente. Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá? Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.
- Vira agora do outro lado. Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.
- Penélope, empresta um chumaço de algodão? Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem? Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.
- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.
- Máquina de quê?!
- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.
- Dói?
- Dói nada.
- Tá, passa essa merda...
- Baixa a calcinha, por favor. Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.
- Prontinha. Posso passar um talco?
- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.
- Tá linda! Pode namorar muito agora.
Namorar...namorar. .. eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada. Queria comprar o domínio www.preserveasvaginaspeludas.com.br Filha da puta foi a mulher que inventou a 'cavadinha'
quinta-feira, janeiro 17, 2008
sexta-feira, janeiro 11, 2008
Sol
É exatamente assim que me sinto hoje:
Jota Quest - O Sol
Ei dor...eu não te escuto mais,
Você, não me leva a nada.
Ei medo...eu não te escuto mais,
Você, não me leva a nada.
E se quiser saber pra onde eu vou,
Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou
E se quiser saber pra onde eu vou,
Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou
Ei dor...eu não te escuto mais
Você não me leva a nada
Ei medo...eu não te escuto mais
Você não me leva a nada
E se quiser saber pra onde eu vou
Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou
É pra lá que eu vou
E se quiser saber pra onde eu vou
Pra onde tenha sol, é pra lá vou
É pra lá que eu vou
Yeah
Caminho do sol baby
Lalalalala
Caminho do sol baby
E se quiser saber pra onde eu vou
Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou
E se quiser saber pra onde eu vou
Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou
É pra lá que eu vou
E se quiser saber pra onde eu vou
Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou
É pra lá que eu vou
E se quiser saber pra onde eu vou
Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou
É pra lá que eu vou
E se quiser saber pra onde eu vou
Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou
É pra lá que eu vou
Lalalalalalala
É pra lá que eu vou
Lalaralara
Onde tenha sol, é pra lá que eu vou
Jota Quest - O Sol
Ei dor...eu não te escuto mais,
Você, não me leva a nada.
Ei medo...eu não te escuto mais,
Você, não me leva a nada.
E se quiser saber pra onde eu vou,
Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou
E se quiser saber pra onde eu vou,
Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou
Ei dor...eu não te escuto mais
Você não me leva a nada
Ei medo...eu não te escuto mais
Você não me leva a nada
E se quiser saber pra onde eu vou
Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou
É pra lá que eu vou
E se quiser saber pra onde eu vou
Pra onde tenha sol, é pra lá vou
É pra lá que eu vou
Yeah
Caminho do sol baby
Lalalalala
Caminho do sol baby
E se quiser saber pra onde eu vou
Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou
E se quiser saber pra onde eu vou
Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou
É pra lá que eu vou
E se quiser saber pra onde eu vou
Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou
É pra lá que eu vou
E se quiser saber pra onde eu vou
Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou
É pra lá que eu vou
E se quiser saber pra onde eu vou
Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou
É pra lá que eu vou
Lalalalalalala
É pra lá que eu vou
Lalaralara
Onde tenha sol, é pra lá que eu vou
Ânimo
Hoje acordei com um sentimento diferente... Depois de um longo período de tempo, dei uma respirada, olhei pra mim, e me senti mais revigorada... Acho que meus apelos estão sendo atendidos lá de cima e de dentro do meu peito... Sou uma metamorfose ambulante, eu sei, não me envergonho disso. Pelo contrário, acho ótimo. Nunca, nada é igual... Pois bem, hoje tô melhor. Saí com as meninas, fomos ao cinema, fizemos compras e acho que vou levá-las à praia, agora. Conversei com o Paulo, chegamos a um acordo... Enfim... Estou melhor (hoje, amanhã não sei...), mas vou viver um dia de cada vez e hoje, estou BEM... E ISSO É BOM DEMAIS!!!
quarta-feira, janeiro 09, 2008
Tristeza
Hoje tô assim, triste, deprê, e nem é TPM. É uma inquietação no meu peito, uma irritação... Pessoas ligando e perguntando o que eu vou fazer no meu aniversário, eu sei lá o que eu vou fazer, entende? Eu nem sei como tô vivendo direito... Não é ser fraca, mas tá muito difícil...
Não sei o que vou fazer no meu aniversário, gostaria de esquecer essa data... Não tô bem... Não dá pra entender???!!! Me deixem em pazzzzzzzzzzzz... Não me façam cobranças... Não me acusem... Eu só quero ficar quieta no meu canto. Se quiserem me ver, estarei em casa... Se não quiserem tudo bem também, PORQUE NINGUÉM É OBRIGADO A FAZER NADA!!! Eu NUNCA fico cobrando nada, NÃO FIQUE ME COBRANDO TAMBÉM, se não puder me ajudar, por favor NÃO ME ATRAPALHE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
segunda-feira, janeiro 07, 2008
Você
Ontem fui ver meu amor, não voltei feliz. Achei que ele está muito triste, chorando muito... Também chorei, sinto sua falta e acho que não há dinheiro no mundo que pague o que estamos passando. Se ao menos eu percebesse que ele estava feliz, mas não. Senti muita dor e agonia em seu coração e isso não me deixou nada feliz...
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